Forte de Alorna

Este forte está actualmente em péssimas condições. Situado no extremo noroeste de Goa, no concelho de Pernem, na margem direita do Rio Chaporá, este forte está protegido pelo governo como património histórico e fechado o seu acesso com um portão metálico que contudo é transponível por uma abertura. O forte está completamente coberto de vegetação e é praticamente impossível explorar o seu interior que inclui uma pequena casa e uma antiga capela.
A entrada do forte actualmente
Vale a pena visitar o forte porque está localizado numa paisagem intacta, montanhosa e é flanqueado pelo bonito e grande Rio  Chaporá que aqui é navegável.

O antigo cais à beira do rio Chaporá Aldeões de Alorna (maioritariamente hindus) afirmam que os portugueses estiveram aqui até 1961 e perante o avanço das tropas indianas afundaram todos os canhões e objectos de valor no rio. Dizem ainda que “os portugueses eram bons para nós” e explicam orgulhosamente que “havia um homem português que conquistou este forte em tempos e por isso recebeu o título de Alorna”. De facto ainda existem hoje descendentes a família nobre dos Marqueses de Alorna que vivem em Portugal. Descendente do vice-rei que conquistou o forte, esta família deve o seu título a esta aldeia.

História

Situado num ponto militar péssimo, rodeado por montanhas, mas com muralhas excelentes foi conquistado em 5 de Maio de 1746 pelo Marquês de Castelo Novo, que aqui ganhou o título de Alorna em memória do feito. Foi contudo restituído este forte aos Bhounsolés em 1761 por ordem do governo. Pouco tempo depois estes revoltaram-se com a ajuda dos Ranes de Sattary e ameaçaram as possesões portuguesas do norte. Em 25 de Agosto de 1781 a fortaleza foi reconquistada pelo governador D. Frederico Guilherme de Sousa.

Uma única porta dá acesso ao interior de forte (do lado sul). A praça é um pentágono irregular com quatro baluartes e um grande fosso que facilmente se pode inundar com as águas do rio. A artilharia consistia em 4 peças de ferro, uma em cada baluarte.

A. L. Mendes descrevia assim a localização do forte: “A situação de Alorna é risonha, aprazível e riquíssima em pitorescas paisagens. tem boa água e abunda em contrastes naturais que produzem agradáveis impressões aos viajantes.”

O forte visto por A. Mendes no século XIX