| Ano |
Acontecimento |
| cerca de
2000 anos a.C. |
Colonos neolíticos estabelecem-se
nas zonas costeiras de Goa em grutas. Dedicam-se
à agricultura e à criação de gado. Produzem
objectos em cerâmica e trabalham com ferramentas
em pedra; o metal é-lhes desconhecido. |
| cerca de
500 anos a.C. |
As "Purânas" (velhas
escritas sagradas) relatam que Vishnu (deus
hindu) na sua sexta encarnação teria
conquistado a terra Gomanta (Goa) ao mar e a
teria colonizado com tribos arianas e brâmanes.
Esta descrição mítica não pôde ser provada
pela arqueologia. |
| séc. 3
a.C. |
Supõe-se que Goa tenha estado
integrada no reino do grande Ashoka sob o nome de
Aparanta (sign. "para lá das
fronteiras"). Interpretando escritas em
rochas, chegou-se à conclusão de que dinastias
como a dos Bhojas em Chandrapur (hoje Chandor)
dominavam a zona costeira do Concão seguindo as
regras do rei Ashoka. |
| séc. 8 -
11 |
Krishna I entrega ao seu vassalo dos
Silharas a região de Goa. Os Silharas tornam em
ca. de 250 anos Goa num centro florescente do
comércio marítimo com a península arábica. |
| 973-1162 |
Os Kadambas conquistam Goa. O seu líder
Sashtadeva I estabelece-se em Chandrapur
(Chandor), a velha capital dos Bhojas. Baptiza o
seu novo reino de Gopakkapattana. Pela primeira
vez, Goa torna-se numa região politicamente
autónoma que é governada separadamente do resto
do Konkan. |
| ca. de 1049
|
Os filhos de Sashtadeva II (ca.
1008-42) , que tinha consolidado o comércio
marítimo com Zanzibar, Bengala e Ceilão,
transferem a capital de Chandrapur para
Gopaka/Govapuri (hoje Goem/Goa Velha). Govapuri
desenvolve-se rapidamente numa cidade próspera
com templos, palácios e muitas insituições
sociais financiadas pela casa reinante. |
| 1310-67 |
Os Iadavas - que tinham invadido Goa
em 1237 - são expulsos pelos muçulmanos do
sultanato de Deli. Kamadeva, cunhado de um ex-rei
Kadamba, consegue a soberania de um parte do
ex-reino Kadamba, mas desiste da capital
Gopaka/Govapuri que tinha sido destruída pelas
forças mouras. Volta então para Chandrapur. |
| 1347 |
O Afgão Ala-ud-din Hasan cria a
dinastia dos Bahmani de Gulbarga (1347-1489).
Esta dinastia será a maior oposição ao reino
de Vijayanagara no Decano e no Konkan. |
| 1356 |
O Afgão Ala-ud-din Hasan cerca Goa.
|
| 1358-75 |
Mahmud Shah Bahmani I (muçulmano)
persegue a religião hindu. Muitos hindus são
obrigados a fugir de Goa. |
| 1370 |
Os muçulmanos são expulsos de Goa
pelo hindu Harihara I do império de Vijayanagar
que então dominava a região de Goa. |
| 1380 |
Madhav, ministro do rei de
Vijayanagar, fortalece Goa contra a ameaça
muçulmana. Durante quase 100 anos a casa
reinante de Vijayanagar nomeia vice-reis para
Goa. Os portos, o comércio marítimo e os pólos
comerciais de Goa garantem a importação de
cavalos árabes, e ao mesmo tempo, estes
funcionam sob influência directa da grande
dinastia hindu. |
| 1472 |
Os muçulmanos da dinastia de
Bahmani reconquistam Goa ao império hindu de
Vijayanagar. |
| 1489 |
Yusuf Adil Shah de Bijapur cria a
casa reinante de Bijapur. A dominância da
dinastia dos Bahmani em Goa enfraquece. Belgaum
(cidade a noroeste de Goa), Goa e regiões
vizinhas caem no poder de Yusuf Adil Shah.
Govapuri é feita segunda capital. |
| 1488 |
Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa
Esperança |
| 1498 |
Vasco da Gama chega a Calicut. O
monopólio árabe do comércio marítimo sofre um
duro golpe. |
| 1502 |
Segunda expedição de Vasco da Gama
para a costa ocidental indiana. Uma feitoria em
Cochim e uma fortificação em Cannanore são o
resultado de relações diplomáticas com os
Rajas. Os Rajas esperavam poder contar com o
apoio dos portugueses na luta pela sua
independência do soberano de Calicut. Afonso de
Albuquerque fica a comandar um dos barcos que
são deixados para controlar a costa. |
| 1510 |
Afonso de Albuquerque alia-se com
Krishna Deva Raja de Vijayanagar contra os
reinantes muçulmanos de Calicut e Bijapur. Em
fins de Fevereiro de 1510 Afonso de Albuquerque
conquista a actual Panjim e Ela (hoje Velha-Goa) sem encontrar grande
resistência. Depois da morte de Yusuf Adil Shah,
é o ministro de estado Kamal Khan que toma conta
da casa de Bijapur. Kamal Khan ordena a
reconquista de Goa. As suas tropas conseguem
fazer retirar os portugueses para os seus barcos,
mas com o apoio de novas embarcações chegadas
de Portugal, Afonso de Albuquerque consegue
depois de alguma luta entrar em Ela (Velha-Goa)
no dia de St.ª Catarina, designada a padroeira
de Goa (25.11.1510). |
| 1512 |
Afonso de Albuquerque conquista mais
um bastião dos Bijapurs (Banastarim) e reforça
a fortaleza existente. |
| 1515 |
Ormuz passa para os portugueses e
consolida-se assim a posição privilegiada de
Portugal no Mar Árabe. Depois da sua vitória em
Ormuz Afonso de Albuquerque falece em Goa. Em
1556 os seus restos mortais são levados para
Lisboa. |
| 1534 |
Os portugueses conquistam Diu; Goa
é feita capital do império português na Ásia.
|
| 1542 |
O co-fundador da Ordem dos
Jesuítas, Francisco Xavier, visita Goa por dez meses,
antes de partir para outras viagens missionárias
para China e outros lugares asiáticos. |
| 1543 |
Os distritos de Salcete e Bardez
passam para os portugueses, depois da derrota
infligida a Ibrahim Adil Shah. |
| 1556 |
Os jesuítas estabelecem a primeira
impressora de toda a Índia em Goa. São
impressas escritas de Francisco Xavier, obras de
Luís Vaz de Camões, uma gramática de Concanim
e textos bíblicos traduzido para Marati e
Concanim. |
| 1557 |
Macau entra para o domínio dos
portugueses. Goa torna-se arcebispado. |
| 1560 |
É introduzida a Inquisição em
Goa. |
| 1580-1640 |
Portugal é anexado à Espanha. Os
holandeses aliciam diversas possesões
portuguesas na Ásia. Em 1603 os holandeses
bloqueiam infrutiferamente Goa. Portugal perde
diversos pontos comerciais para outras potências
europeias. É o início da decadência da
"cidade dourada" de Velha-Goa. |
| 1695 |
Transferência da residência do
vice-rei de Velha-Goa para Panelim (entre
Velha-Goa e Pangim). |
| 1737-39 |
Conflito militar com os Maratas.
Margão é ocupada pelas tropas maratas. O recuo
das forças ocupantes e um acordo de paz são
comprados por somas avultadas de dinheiro. |
| 1759 |
O vice-rei muda-se para o Idalcão
em Pangim. |
| 1774 |
O Marquês de Pombal abole a
Inquisição em Goa. |
| 1778 |
D. Maria I volta a introduzir a
Inquisição. |
| 1797-1813 |
Napoleão planeia ocupar Goa com
ajuda do sultão Tipu. Os ingleses ofereçem
ajuda às forças portuguesas. Diversos fortes
são tomados pelos ingleses. |
| 1814 |
É reabolida a Inquisição. |
| 1821-35 |
A monarquia parlamentar permite a
Goa que passe a ser representada por seis
deputados no parlamento português. |
| 1843 |
Pangim é declarada capital de Goa. |
| 1881 |
Começo da construção dos
caminhos-de-ferro em Goa, dos primeiros na
Índia, ligando a cidade portuária de Mormugão
à fronteira do interior com a Índia Inglesa. |
| 1910 |
Revolução em Portugal (5 de
Outubro). É proclamada a República. Estado e
Igreja são separados. Também em Goa entra em
vigor a liberdade religiosa. |
| 1933 |
António Oliveira Salazar torna-se
chefe-de-estado português. É o Estado Novo. |
| 1947 |
Independência da Índia. |
| 1961 |
Em 18/19 de Dezembro tropas indianas
invadem os teritórios de Goa,
Damão e Diu. |
| 1967 |
Os goeses votam contra a
integração no estado de Maharastra e a favor do
estatuto de Território da União. |
| 1986 |
O Papa João Paulo II visita Goa.
Meio milhão de pessoas assistem a este
acontecimento. |
| 1987 |
Goa torna-se no 25º e mais pequeno
e mais recente estado indiano. |