A Fundação do Oriente propôs ao Governo do Estado de Goa, na Índia, uma colaboração no sentido de renovar edifícios históricos locais, visando conseguir benefícios para o turismo local. A instituição conta com uma delegação em Panjim, capital de Goa, há mais de dez anos e tem promovido a cultura portuguesa no estado costeiro indiano de traça lusófona.
Fundação Oriente propõe colaboração com Goa
para dinamizar turismo local
Presstur 17-02-2006 (13h04) A Fundação do Oriente propôs ao Governo do Estado de Goa, na Índia, uma colaboração no sentido de renovar edifícios históricos locais, visando conseguir benefícios para o turismo local.
Uma proposta apresentada pela fundação prende-se com a reforma do actual edifício oficial do executivo local (o Secretariado, em Panjim), existindo uma possibilidade de convertê-lo num futuro museu, assim que os serviços estaduais se transfiram para as novas instalações.
A Fundação Oriente e o Governo do Estado de Goa estiveram reunidos, resultando que o executivo goês considera que “a Fundação Oriente pode desempenhar um papel de relevo na preservação de sítios históricos importantes daquele território e até contribuir para a elaboração de um plano geral de renovação”, refere um comunicado da organização.
Outros projectos da Fundação para a Índia incluem abrir uma cadeia de restaurantes com gastronomia portuguesa e “financiar a realização de vários jogos de futebol do Sporting Club de Portugal naquele país, por ocasião do centésimo aniversário do clube”, refere o documento.
O presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, referiu durante o encontro que a instituição tem na sua posse quarenta trabalhos originais de um prestigiado pintor goês, Trindade, falecido em 1930, e da sua filha, Ângela, transferidos pelo Trindade Trust para as mãos da Fundação, na condição de que se encontrasse em Goa um local adequado para as expor.
A Fundação Oriente pretende colaborar com o Território no sentido de encontrar uma solução museológica para a instalação deste espólio.
Da Agência LUSA
19-02-2006 7:57:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-7751256
Temas: cultura portugal macau china
Cultura: Fundação Oriente vai preparar plano de recuperação do património de Goa
Macau, China, 19 Fev (Lusa) - A Fundação Oriente (FO) vai preparar o plano de recuperação do património de Goa a pedido das autoridades locais, disse hoje à agência Lusa o presidente da instituição, Carlos Monjardino.
"Durante a minha recente visita a Goa foi-me pedido que a Fundação Oriente, que ao longo dos últimos 14 anos tem trabalhado na recuperação de várias peças do património de Goa, efectuasse um +master plan+ para a recuperação do património da cidade", afirmou.
Carlos Monjardino, que se encontra em Macau em trânsito para Timor-Leste onde vai integrar a comitiva do presidente português na sua visita ao país, explicou também que "independentemente do interesse" das autoridades de Goa em recuperar o património, a Fundação Oriente continuará a "participar activamente" na conservação do que tem vindo a ser recuperado pela instituição bem como "continuará a estudar os pedidos que lhe são formulados para novas acções".
Exemplo disso é, disse, o mais recente desafio da Fundação em terras indianas com o projecto de recuperação do Palácio do Governo que será lançado para ali instalar um museu e criar uma sala multiusos para grandes eventos oficiais.
O museu vai integrar as obras do pintor indiano António Xavier Trindade, falecido em 1932 nos Estados Unidos e cuja obra de cerca de 60 quadros de paisagens e pessoas de Goa, foi oferecida à Fundação Oriente.
Além do museu e da actividade normal da Fundação na Índia, Carlos Monjardino revelou também que o número de professores de português a trabalhar no eixo Goa, Damão e Diu vai passar para 19 devido ao "interesse crescente pelo português, uma situação impossível há poucos anos".
"Hoje sentimos uma actuação diferente do poder político e a prova disso mesmo foi a oferta da antiga sede do Governo para recuperação, um pedido que partiu das autoridades de Goa e que será aproveitado para lá instalar o museu com as obras de António Xavier Trindade", afirmou.
Da Índia para Macau, o presidente da Fundação Oriente quer continuar a apostar na actual Região Administrativa Especial onde garante gastar cerca de 30 por cento do orçamento da instituição estimado em cerca de 20 milhões de euros.
Carlos Monjardino defende, contudo, que a Fundação Oriente não se deve substituir ao Governo português nas suas responsabilidades e assume como objectivo reforçar ainda mais o papel e a acção do Instituto Português do Oriente na divulgação da língua e da cultura portuguesas.
"O IPOR tem de se assumir claramente como o centro de formação da língua portuguesa", sustentou.
Para Macau, e no que se refere ao papel de ligação entre a China e a Lusofonia, Carlos Monjardino manifestou ainda o desejo que a Região se "assuma mais como intermediária entre Portugal e a China no capítulo comercial, de investimentos e de negócios, áreas onde se pode fazer muito mais do que está a ser feito".
JCS.
Lusa/fim