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Forte de Anjediva
Situado na ilha de
mesmo nome que se encontra a cerca de 120 km a sul da
capital de Goa, Panjim, este forte é dos mais antigos
construídos pelos portugueses no Oriente. A ilha mede
1,3 km de comprimento e 300 metros de largura média.
Esta ilha é hoje desabitada e só os pescadores passam
por aqui de vez em quando. No século XIX ainda aqui
habitavam cerca de 200 pessoas (todas cristãs). Inclui
várias couraças, a igreja dedicada a Nossa Senhora das
Brotas, a capela dedicada a Nossa Senhora das Dores, um
tanque com água potável e um antigo aquartelamento
militar. Nos inícios dos anos 90 foi contudo vendida
esta ilha à Marinha Indiana pelo então
"chief-minister" R. Naik, para o projecto da
maior base militar naval da Ásia, o projecto
"Sea-Bird". Esta acção foi fortemente
contestada em Goa já que a ilha de Anjediva é
propriedade e património histórico de Goa.

História
Foi aqui que desembarcou D. Francisco de Almeida em 13 de
Setembro de 1505. Mandou construir uma fortaleza que
contudo foi destruída sete meses depois. A ilha de
Anjediva esteve desocupada até 1661, quando os ingleses
aqui se instalaram à espera que o tratado de 23 de Julho
do mesmo ano (que cedia Bombaim aos ingleses) se fizesse
cumprir, o que de facto aconteceu em 1665, ficando a ilha
novamente desocupada. Com as invasões maratas sob
comando de Sambhaji os portugueses reconstruíram o forte
em 1682 sob ordens do então vice-rei D. Francisco de
Távora, conde de Alvor como testemunha a seguinte placa:
"GRAÇAS A DEUS FRANCISCO DE TAVORA CONDE
DE ALVOR DO CONSELHO DE ESTADO, VICE-REI E CAPITÃO
GENERAL DA INDIA, MANDOU EM 5 DE MAIO DE 1682 EDIFICAR
N'ESTA ILHA ESTA FORTALEZA POR AMARO SIMÕES PEREIRA,
PRIMEIRO CAPITÃO MÓR D'ELLA , O QUAL LHE LANÇOU A
PRIMEIRA PEDRA EM 2 DE JUNHO DO DITO ANNO, E A PÔZ
DEFENSAVEL ANTES DE SEIS MESES, COM DEZASSEIS CANHÕES, E
LHE CONCERTOU POÇOS, FONTES, TANQUE GRANDE, E A COURAÇA
REAL E O BALUARTE DE S. FRANCISCO COM TODAS AS SUAS
SERVENTIAS, MURO, PORTAES, E ESTA CRUZ PARA SEMPRE.
-ANGEDIVA 3 DE MAIO DE 1683-M.T.-ARMAS-M.S."
Não
tenho conhecimento da existência actual desta
inscrição, nem sei se ainda é possível visitar esta
ilha e os os seus monumentos. A ilha é só acceível via
marítima.
Anjediva foi ainda palco de um incidente quando pouco
antes da invasão indiana de 1961 um barco de passageiros
indiano foi vítima de tiros disparados pelos militares
portugueses de Anjediva. Os portugueses argumentaram que
o espaço naval tinha sido violado e esta tinha sido mais
uma provocação indiana contra o Estado da Índia
Portuguesa.
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