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Palácio do Deão - Quepém, Goa
Dossier Goa 1961
Operação Vijay

Em 18/19 de Dezembro de 1961 tropas indianas invadiram Goa, Damão e Diu. Portugal viria a reconhecer a soberania indiana em 1974, com Mário Soares. Desde 1987 que Goa é um estado na União Indiana, tendo sido de 1961 até 1987 um "Union Territory". Para saber mais sobre a história milenar de Goa até os nossos dias veja História de Goa

  • "Só soldados vitoriosos ou mortos"
    » Pesquisa nos arquivos do Diário de Notícias por José Manuel Barroso, que analisa os acontecimentos de Dezembro de 1961 na Índia, e a sua interpretação pelo governo do Estado Novo, incluindo as reacções de Salazar.

Breve descrição dos acontecimentos

Nos dias 17/18 de Dezembro de 1961, durante a denominada Operação Vijaya, 50 000 tropas indianas apoiadas por blindados, artilharia, meios aéros (aviões de combate Canberra) e navais (1 porta-aviões) ocuparam militarmente Goa, Damão e Diu.

Os 3500 militares portugueses e goeses tinham ordens de Salazar para lutar até à morte, sendo que o chefe-de-estado português comunicou que só esperava como resultado do combate "militares vitoriosos ou mortos".

Contudo, o Governador Vassalo e Silva apercebeu-se da situação desesperada e perante o avanço dos indianos mandou recuar as forças e destruir todas as pontes e meios militares pelo caminho.

Sem meios aéreos portugueses, a aviação indiana teve tarefa fácil ao destruir a torre de telecomunicações em Bambolim e a base militar em Dabolim. Pouco depois entravam em território de Goa, Damão e Diu as tropas da União Indiana, que ao contrário do que se esperava ainda se depararam com resistência de alguns militares portugueses, nomeadamente em Vasco da Gama, onde 500 militares fortemente armados obrigaram as forças indianas a combate.

Também a fragata Afonso de Albuquerque entrou em combate à frente da barra de Mormugão, mas foi presa fácil para os modernos navios indianos que a afundaram.

A destruição de pontes por parte dos portugueses fez também com que a ocupação total se tenha prolongado por mais de 2 dias, porque as tropas indianas não tinham meios para passar os rios de Mandovi (á frente de Pangim), e Zuari (a sul de Pondá). Como tal tiveram de pernoitar à espera de prosseguir em condições e para aceitarem a rendição das forças portuguesas em 19 de Dezembro de 1961.


Tropas indianas marcham em Goa


Lieutenant General J.N. Chaudhuri entra em Panjim a 19 de Dezembro de 1961

Lieutenant Colonel Sucha Singh, aceitando a rendição das tropas portuguesas em Panjim

Rendição das tropas portuguesas em Panjim

Chief of Army Staff, General P.N. Thapar (à direita) com o Governador português Vassalo e Silva (ao centro).

Mário Soares (ao centro) na altura da assinatura do acordo entra Portugal e a União Indiana em 31 de Dezembro de 1974


 

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