Breve
descrição dos acontecimentos
Nos dias 17/18 de Dezembro de 1961, durante a
denominada Operação Vijaya, 50 000 tropas
indianas apoiadas por blindados, artilharia,
meios aéros (aviões de combate Canberra) e
navais (1 porta-aviões) ocuparam militarmente
Goa, Damão e Diu.
Os 3500 militares portugueses e goeses tinham
ordens de Salazar para lutar até à morte, sendo
que o chefe-de-estado português comunicou que
só esperava como resultado do combate
"militares vitoriosos ou mortos".
Contudo, o Governador Vassalo e Silva
apercebeu-se da situação desesperada e perante
o avanço dos indianos mandou recuar as forças e
destruir todas as pontes e meios militares pelo
caminho.
Sem meios aéreos portugueses, a aviação
indiana teve tarefa fácil ao destruir a torre de
telecomunicações em Bambolim e a base militar
em Dabolim. Pouco depois entravam em território
de Goa, Damão e Diu as tropas da União Indiana,
que ao contrário do que se esperava ainda se
depararam com resistência de alguns militares
portugueses, nomeadamente em Vasco da Gama, onde
500 militares fortemente armados obrigaram as
forças indianas a combate.
Também a fragata Afonso de Albuquerque entrou em
combate à frente da barra de Mormugão, mas foi
presa fácil para os modernos navios indianos que
a afundaram.
A destruição de pontes por parte dos
portugueses fez também com que a ocupação
total se tenha prolongado por mais de 2 dias,
porque as tropas indianas não tinham meios para
passar os rios de Mandovi (á frente de Pangim),
e Zuari (a sul de Pondá). Como tal tiveram de
pernoitar à espera de prosseguir em condições
e para aceitarem a rendição das forças
portuguesas em 19 de Dezembro de 1961.
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Tropas indianas marcham em Goa
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