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Palácio do Deão - Quepém, Goa
Dossier Goa 1961
Operação Vijay
18 a 19/12/1961

Em 18/19 de Dezembro de 1961 tropas indianas invadiram Goa, Damão e Diu. Portugal viria a reconhecer a soberania indiana em 1974, com Mário Soares. Desde 1987 que Goa é um estado na União Indiana, tendo sido de 1961 até 1987 um "Union Territory". Para saber mais sobre a história milenar de Goa até os nossos dias veja História de Goa.
  • Relato dos acontecimentos e imagens inéditas
    » Veja aqui imagens inéditas da Operação Vijay de 17/18 de Dezembro de 1961, e fique a saber mais sobre o balanço da operação militar que pôs termo a 451 anos de domínio português.

  • "Só soldados vitoriosos ou mortos"
    » Pesquisa nos arquivos do Diário de Notícias por José Manuel Barroso, que analisa os acontecimentos de Dezembro de 1961 na Índia, e a sua interpretação pelo governo do Estado Novo, incluindo as reacções de Salazar.

Cronologia dos Acontecimentos


Do livro "Cronologia Geral da Índia Portuguesa - 1498-1962" de Carlos Alexandre de Morais, Referência/Editorial Estampa

1947 A 15 de Agosto, a Grã-Bretanha concede a independência à União Indiana e ao Paquistão.
1948 A 12 de Agosto, os governos de Portugal e da Índia decidem trocar representantes diplomáticos ao nível de legação.
  São perseguidos os goeses que, residindo na Índia, não reneguem a nacionalidade portuguesa. Nehru afirma: "Goa é parte da União Indiana e a esta deve regressar".
  A 27 de Fevereiro, o Governo da União Indiana solicita ao Governo português que se iniciem negociações quanto ao futuro das colónias portuguesas na Índia.
  A 15 de Julho, o Governo português responde declarando que a questão apresentada "não se pode discutir e muito menos aceitar para ela a solução que se lhe propõe".
1951 Infiltram-se no território de Goa elementos da União Indiana.
1953 Salazar afirma que se Nehru recorrer à força negará ao mundo a sua política pacifista.
  A 11 de Junho, o governo indiano retira de Lisboa a sua missão diplomática, mantendo os portugueses a sua em nova Deli.
  Nos finais do ano, a União Indiana institui o bloqueio a Goa. Exigências de visto paralisam a circulação de pessoas e funcionários portugueses entre Goa, Damão e Diu e os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli.
1954 A 22 de Julho, cidadãos da União Indiana, vinda daquele país, alguns armados e enquadrados por forças regulares da Polícia e de tropas de reserva, assaltam o enclave de Dadrá, onde morrem em combate, o subchefe da Polícia e o guarda António Fernandes. O mesmo processo é utilizado horas depois, no assalto ao enclave de Nagar-Aveli.
  É expulso o cônsul da Índia em Goa e Nova Deli expulsa os funcionários portugueses de Bombaim.
  Na noite de 15 de Agosto um grupo de satyagrahis ocupa o Forte de Tiracol, no Norte de Goa, hasteando a bandeira indiana. Uma força policial portuguesa retoma-o, horas depois, hasteando a bandeira nacional. Há um morto e alguns feridos entre os indianos.
  Em discurso proferido, em 30 de Novembro, na Assembleia Nacional, Salazar afirma que considera Goa indefensável.
1955 A 8 de Agosto, a União Indiana decide encerrar a legação portuguesa em Nova Deli.
  No parlamento indiano Nehru afirma: "Nós não estamos dispostos a tolerar a presença portuguesas em Goa, ainda que os goeses queiram que eles aí estejam".
1956 Elementos provenientes da União Indiana violam as fronteiras, roubam e causam mortos e feridos entre a população e o pessoal da Polícia.
  O embaixador Marcello Mathias defende, junto de Salazar, que o problema de Goa seja resolvido por referendo. Salazar, em Conselho de Ministros, expõe o assunto nesses termos mas os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros levantam as maiores objecções. A situação mantém-se inalterável.
1957 O general Humberto Delgado, candidato à presidência da República, defende o plebiscito para a resolução do caso do Estado da Índia.
1958 Em Goa, Damão e Diu continuam, quase diariamente, as incursões de agentes indianos, os roubos de bens e as agressões a goeses.
  A 4 de Dezembro, chega a Goa o novo e último governador-geral da Índia Portuguesa, general Manuel António Vassalo e Silva.
1959 Na Índia Portuguesa, dos 226 cargos oficiais, 134 são desempenhados por goeses, 49 por portugueses da metrópole e 9 por descendentes de portugueses.
1960 Um importante núcleo de goeses, contrário à política do Governo central mas evidenciando repúdio pela integração na União Indiana, prepara um Projecto de Estatuto de Autonomia Administrativa e Financeira do Estado da Índia, que é enviado para Lisboa e rejeitado pelo chefe de estado.
  Um grupo de destacadas figuras de Goa, sabendo que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha MacMillan se dispõe a servir de medianeiro no caso de Goa, envia ao presidente da República um telegrama pedindo que sejam ouvidos os goeses nessa mediação e reclamando plena autonomia administrativa e financeira - pedido que o governo de Lisboa recusa.
1961 Khrishna Menon, ministro indiano da Defesa, pressiona Nehru no sentido de este ordenar o ataque a Goa. Salazar não acredita que este se concretize.
  Recrudescem em Goa acções de que resultam mortos e feridos.
  Verifica-se grande concentração de de meios militares indianos em redor das fronteiras de Goa, Damão e Diu. Do facto é avisado o Conselho da Segurança das Nações Unidas.
  Ao largo de Damão e Diu cruzam-se navios de guerra indianos e ao largo do porto de Mormugão paira uma poderosa esquadra. Aviões de combate indianos violam o espaço aéreo português.
  Datados de 14 de Dezembro, são recebidos pelo governador-geral dois telegramas do presidente do Conselho. O primeiro refere que há que contar com o pior e exorta as forças armadas do Estado da Índia ao sacrifício total. O segundo confirma que no dia imediato a União Indiana desencadeará o ataque.
  Na noite de 17 para 18 de Dezembro, a União Indiana, com um exército de cerca de 50 000 homens, dispondo de moderno material de guerra e apoiado por poderosas forças aéreas e navais, invade e ocupa os territórios de Goa, Damão e Diu, defendidos por cerca de 3500 homens, deficientemente armados e municiados.
  A resistência portuguesa distingue-se nas guarnições da ilha da Angediva, Forte de Aguada, Damão, Diu e aviso Afonso de Albuquerque.
  No dia 19, dá-se a rendição das tropas portuguesas, que ficam prisioneiras das forças indianas durante cerca de seis meses.
  Por solicitação de Portugal, é convocado o Conselho de Segurança das Nações Unidas em virtude da invasão do Estado Português da Índia. O Conselho condena a União Indiana mas a União Soviética opõe o seu veto.
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  • Relato dos acontecimentos e imagens inéditas
    » Veja aqui imagens inéditas da Operação Vijay de 17/18 de Dezembro de 1961, e fique a saber mais sobre o balanço da operação militar que pôs termo a 451 anos de domínio português.

  • "Só soldados vitoriosos ou mortos"
    » Pesquisa nos arquivos do Diário de Notícias por José Manuel Barroso, que analisa os acontecimentos de Dezembro de 1961 na Índia, e a sua interpretação pelo governo do Estado Novo, incluindo as reacções de Salazar.




 

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