| 1947 |
A 15
de Agosto, a Grã-Bretanha concede a
independência à União Indiana e ao Paquistão. |
| 1948 |
A 12
de Agosto, os governos de Portugal e da Índia
decidem trocar representantes diplomáticos ao
nível de legação. |
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São
perseguidos os goeses que, residindo na Índia,
não reneguem a nacionalidade portuguesa. Nehru
afirma: "Goa é parte da União Indiana e a
esta deve regressar". |
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A 27
de Fevereiro, o Governo da União Indiana
solicita ao Governo português que se iniciem
negociações quanto ao futuro das colónias
portuguesas na Índia. |
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A 15
de Julho, o Governo português responde
declarando que a questão apresentada "não
se pode discutir e muito menos aceitar para ela a
solução que se lhe propõe". |
| 1951 |
Infiltram-se
no território de Goa elementos da União
Indiana. |
| 1953 |
Salazar
afirma que se Nehru recorrer à força negará ao
mundo a sua política pacifista. |
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A 11
de Junho, o governo indiano retira de Lisboa a
sua missão diplomática, mantendo os portugueses
a sua em nova Deli. |
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Nos
finais do ano, a União Indiana institui o
bloqueio a Goa. Exigências de visto paralisam a
circulação de pessoas e funcionários
portugueses entre Goa, Damão e Diu e os enclaves
de Dadrá e Nagar-Aveli. |
| 1954 |
A 22
de Julho, cidadãos da União Indiana, vinda
daquele país, alguns armados e enquadrados por
forças regulares da Polícia e de tropas de
reserva, assaltam o enclave de Dadrá, onde
morrem em combate, o subchefe da Polícia e o
guarda António Fernandes. O mesmo processo é
utilizado horas depois, no assalto ao enclave de
Nagar-Aveli. |
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É
expulso o cônsul da Índia em Goa e Nova Deli
expulsa os funcionários portugueses de Bombaim. |
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Na
noite de 15 de Agosto um grupo de satyagrahis
ocupa o Forte de Tiracol, no Norte de Goa,
hasteando a bandeira indiana. Uma força policial
portuguesa retoma-o, horas depois, hasteando a
bandeira nacional. Há um morto e alguns feridos
entre os indianos. |
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Em
discurso proferido, em 30 de Novembro, na
Assembleia Nacional, Salazar afirma que considera
Goa indefensável. |
| 1955 |
A 8
de Agosto, a União Indiana decide encerrar a
legação portuguesa em Nova Deli. |
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No
parlamento indiano Nehru afirma: "Nós não
estamos dispostos a tolerar a presença
portuguesas em Goa, ainda que os goeses queiram
que eles aí estejam". |
| 1956 |
Elementos
provenientes da União Indiana violam as
fronteiras, roubam e causam mortos e feridos
entre a população e o pessoal da Polícia. |
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O
embaixador Marcello Mathias defende, junto de
Salazar, que o problema de Goa seja resolvido por
referendo. Salazar, em Conselho de Ministros,
expõe o assunto nesses termos mas os ministros
da Defesa e dos Negócios Estrangeiros levantam
as maiores objecções. A situação mantém-se
inalterável. |
| 1957 |
O
general Humberto Delgado, candidato à
presidência da República, defende o plebiscito
para a resolução do caso do Estado da Índia. |
| 1958 |
Em
Goa, Damão e Diu continuam, quase diariamente,
as incursões de agentes indianos, os roubos de
bens e as agressões a goeses. |
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A 4
de Dezembro, chega a Goa o novo e último
governador-geral da Índia Portuguesa, general
Manuel António Vassalo e Silva. |
| 1959 |
Na
Índia Portuguesa, dos 226 cargos oficiais, 134
são desempenhados por goeses, 49 por portugueses
da metrópole e 9 por descendentes de
portugueses. |
| 1960 |
Um
importante núcleo de goeses, contrário à
política do Governo central mas evidenciando
repúdio pela integração na União Indiana,
prepara um Projecto de Estatuto de Autonomia
Administrativa e Financeira do Estado da Índia,
que é enviado para Lisboa e rejeitado pelo chefe
de estado. |
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Um
grupo de destacadas figuras de Goa, sabendo que o
primeiro-ministro da Grã-Bretanha MacMillan se
dispõe a servir de medianeiro no caso de Goa,
envia ao presidente da República um telegrama
pedindo que sejam ouvidos os goeses nessa
mediação e reclamando plena autonomia
administrativa e financeira - pedido que o governo
de Lisboa recusa. |
| 1961 |
Khrishna
Menon, ministro indiano da Defesa, pressiona
Nehru no sentido de este ordenar o ataque a Goa.
Salazar não acredita que este se concretize. |
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Recrudescem
em Goa acções de que resultam mortos e feridos. |
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Verifica-se
grande concentração de de meios militares
indianos em redor das fronteiras de Goa, Damão e
Diu. Do facto é avisado o Conselho da Segurança
das Nações Unidas. |
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Ao
largo de Damão e Diu cruzam-se navios de guerra
indianos e ao largo do porto de Mormugão paira
uma poderosa esquadra. Aviões de combate
indianos violam o espaço aéreo português. |
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Datados
de 14 de Dezembro, são recebidos pelo
governador-geral dois telegramas do presidente do
Conselho. O primeiro refere que há que contar
com o pior e exorta as forças armadas do Estado
da Índia ao sacrifício total. O segundo
confirma que no dia imediato a União Indiana
desencadeará o ataque. |
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Na
noite de 17 para 18 de Dezembro, a União
Indiana, com um exército de cerca de 50 000
homens, dispondo de moderno material de guerra e
apoiado por poderosas forças aéreas e navais, invade
e ocupa os territórios de Goa, Damão e Diu, defendidos por cerca de
3500 homens, deficientemente armados e
municiados. |
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A
resistência portuguesa distingue-se nas
guarnições da ilha da Angediva, Forte de
Aguada, Damão, Diu e aviso Afonso de
Albuquerque. |
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No
dia 19, dá-se a rendição das tropas
portuguesas, que ficam prisioneiras das forças
indianas durante cerca de seis meses. |
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Por
solicitação de Portugal, é convocado o
Conselho de Segurança das Nações Unidas em
virtude da invasão do Estado Português da
Índia. O Conselho condena a União Indiana mas a
União Soviética opõe o seu veto. |
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